domingo, 22 de dezembro de 2019

Anatureza ilusória das coisas


Faz parte da natureza ilusória das coisas
O coração inquieto
O correr sem fim do relógio
A falta que me oprime
As figuras dolorosas
Sem futuro
Que erram pelo centro da cidade
Os jornais nas bancas
Aliciantes interessados
Esse país triste
Tão brasileiro
Essa geral falta de grandeza
Que da vida pública contamina
Os corações mais secretos
É como o pão
Que nunca fica pronto
Como uma fome
Que nunca pode ser saciada
Nesta ilusão acreditamos
Como o núcleo de todas as coisas
Sua natureza imutável
Eterna
 Entretanto dilacerada
Quando despertaremos?

                                                                          Igor Zanoni

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